A franquia só vale a pena se a marca for conhecida?

Tenha a certeza de que não é bem assim! Pode ficar tranquilo: muitas das franquias consideradas como marcas desconhecidas podem valer muito mais do que outras conhecidas e até mesmo famosas.

As franquias de negócios começam com poucas unidades e são famosas, ou mesmo conhecidas, apenas no seu próprio local ou na área de atuação e influência do negócio. Foi exatamente isso o que aconteceu com a então desconhecida e pequena lanchonete dos irmãos McDonald’s em San Bernardino, um subúrbio de Los Angeles na Califórnia ou mesmo aqui no Brasil, com a desconhecida Gipsy de Belo Horizonte dos irmãos Birman, que se tornou a Arezzo de hoje.

Cuidado com o “trampolim dos famosos para ficar conhecido”

Algumas franquias com modelos de negócio incipientes e baixa estruturação utilizam-se do referencial de um famoso (geralmente esportistas, artistas e/ou apresentadores de TV) como um trampolim que associa a fama com o suposto sucesso que você terá no negócio, ou mesmo que essa fama servirá como uma muleta para o negócio andar sozinho e com muito sucesso.

Caia fora! Franquias (e, em geral, negócios) não funcionam com o uso de muletas!

Cuidado com o “formatei a franquia!”

Lembro aqui: caia fora daquelas franquias que anunciam terem “formatado”. É muito comum você encontrar “acabo de formatar a franquia” (isso quer dizer: copiei e colei a Circular de Oferta e os Contratos e estou associado). Quem deve ter um formato testado e padronizado é o negócio, seu conceito e posicionamento, e nunca a franquia.

E novamente voltando ao irmãos McDonald’s, que exaustivamente deram um formato operacional ao negócio, levando a linha de montagem (Ford) para uma pequena lanchonete.

Então, como identificar a desconhecida de hoje que será famosa amanhã?

Não é difícil: basta utilizar seus dois olhos simultaneamente, sendo um deles para buscar uma franquia que tenha conceito (“o melhor hambúrguer do mundo”) e posicionamento associado (“com o melhor atendimento do mundo”) a capacidade do franqueador em manter o modelo de negócio no mesmo padrão (conceito e posicionamento) operando em diferentes locais e com diferentes franqueados.

Nos bons tempos (hoje, infelizmente, estão perdidos), Ray Kroc do McDonald’s tinha um conceito e um claro posicionamento: “a melhor refeição do mundo em até um minuto”. Os irmãos McDonald’s andavam pela loja com um cronômetro e a ideia é que o produto esperasse por você e não ao contrário (fast food).

Seu outro olho deve focar em você (peça a ajuda de um espelho). Busque dedicação e total identificação associadas a uma enorme vontade de manter, a qualquer custo, o posicionamento do negócio. Se o seu olhar perguntar “o que eu mudaria?”, caia fora! Mas se exclamar “eu quero muito e estarei totalmente envolvido por pelo menos uns dez anos”, é esse o negócio!

Ray Kroc (McDonald’s), depois do insucesso com os primeiros franqueados “amigos e investidores”, foi buscar seu exemplo de franqueado com o perfil ideal para o negócio: um insistente judeu que tentava vender bíblias para sua secretária.

 

Fonte: Exame.com

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